Archive for August, 2007

Entrevista: Oprah e Abraham-Hicks

Para quem gosta da linha dos Abraham-Hicks:

Clique neste link para ouvir 3 entrevistas da Oprah com a Esther Hicks na XM Radio Online.

As entrevistas foram retiradas do link acima, então eu procurei outra fonte para disponibilizá-las aqui. Caso os arquivos sejam retirados do ar no futuro, eu tenho agora também as 3 entrevistas em mp3 (disponíveis para download também nos links abaixo - 21/08/2007).

Parte 1: http://atthack.podbean.com/2007/03/29/oprah-hicks/

Parte 2: http://atthack.podbean.com/2007/04/05/oprah-abraham-pt2/

Parte 3: http://atthack.podbean.com/2007/04/12/esther-hicks-on-oprah-xm-part-3/

Eu ainda não falei muito sobre Abraham-Hicks aqui, então é uma boa hora para expressar minha opinião:

Quando eu ouvi falar em Abraham-Hicks pela primeira vez torci o nariz - e não foi pouco. Para quem não nunca ouviu falar, uma pequena introdução: MUITO antes do The Secret, Esther Hicks e Jarry Hicks já falavam, davam palestras e escreviam livros sobre a lei da atração (e antes deles, outros também, aliás). Conta a própria Esther que nos idos do início da década de 80, quando seu marido Jerry tentou falar com ela sobre um livro que havia sido escrito por uma pessoa que, supostamente, canalizava informações de uma entidade não-física, ela não quis nem ouvir falar. Ela não sabia nem o que era meditação e não queria ter nada a ver com este papo de entidades não-físicas. Eu não vou contar a história toda, mas para resumir, uma seqüência de eventos levou a própria Esther a, supostamente, se comunicar com uma destas entidades (uma entidade coletiva a que hoje se referem como Abraham, daí Abraham-Hicks) e a ser ela própria o canal através do qual Abraham fala. E Abraham, supostamente, fala sobre a Lei da Atração e outras leis complementares. O próprio filme The Secret foi baseado nos trabalhos de Abraham-Hicks e na versão inicial a Esther chegou a participar, mas por razões contratuais não permaneceu na versão final (ela fala sobre isso nas entrevistas, inclusive).

Hmm… Verdade ou mentira que Esther Hicks expressa as verdades do nosso mundo e de como ele funciona vindas de uma entidade coletiva não-física? Para mim, pessoalmente, que venho de uma criação originalmente católica, posteriormente assumindo uma postura agnóstica com um alto grau de ceticismo com relação a estas coisas, isso soou bem estranho de início. Eu não quis nem ler os livros. Invalidei toda a informação antes mesmo de me expor a ela porque questionei a origem. Passaram-se meses e eu me concentrei exclusivamente no enfoque científico da lei da atração. Um belo dia, parte desta informação caiu no meu colo e quando me dei conta estava lendo Abraham-Hicks - e gotando! Devorei a informação. Ela fez muito sentido pra mim quando eu separei os conceitos essenciais da visão espiritualista. Mas, como de costume, teoria sem prática para mim não significa muito, então internalizei os conceitos que me faltavam (pois muitos eu já praticava) e a prática confirmou a teoria.

Então minha posição hoje sobre Abraham-Hicks é a seguinte: eu acho que a informação é válida e valiosa. Se é uma entidade coletiva falando através de Esther Hicks ou não, isso para mim é irrelevante. A partir do momento em que eu pessoalmente tive resultados práticos utilizando a informação, a fonte deixou de ser importante.

Há pessoas que acham que essa história de Abraham é só uma jogada de marketing. Depois de ouví-la falar, minha opinião é que ela realmente acredita que é isso que acontece (independente de acontecer ou não), ela não está tentando enganar ninguém. Ela e o marido já eram muito bem sucedidos profissional e financeiramente antes dessa história começar, eles não precisavam “vender” esta idéia às pessoas vestida numa roupagem sobrenatural para enriquecer. De qualquer forma, se Abraham existe ou não, não temos como saber de fato, acreditar ou não é uma escolha pessoal mas, de novo, eu acho que independentemente do que você acredite, a validade da informação é algo que você pode verificar pessoalmente, como eu fiz - e decidir por si só se quer ou não incorporar à sua prática. Eu pessoalmente estou aberta a qualquer possibilidade, até porque para mim passou a ser irrelevante, mas qualquer que seja a verdade, não mudará o fato de que os ensinamentos foram e continuam a ser úteis e válidos para mim. É possível que toda esta informação venha do subconsciente da Esther, de coisas que ela leu e ouviu, vai saber… muito embora eu seja de opinião que ela realmente acredite na existência e nesta comunicação com Abraham. Mas ainda que este seja o caso, que diferença isso faz se a aplicação da informação produz resultados práticos reais e positivos?

Por outro lado, ler o ouvir Esther Hicks são expeiriências completamente diferentes. Se você já leu algum dos livros (Peça e Será Atendido, A Lei Universal da Atração, etc.) mas nunca a ouviu falar, ouça. Quando ela, teoricamente, “chama” Abraham e eles (coletivo), supostamente começam a falar através dela, a sensação que eu tenho é de autenticidade, apesar do meu forte e habitual ceticismo. Em outras palavras, se ela está fingindo, ela finge muito bem. Não pela mudança no jeito de falar, que, embora sutil, qualquer pessoa pode fabricar, mas porque as perguntas mais complexas e controversas são respondidas sem nenhuma hesitação. Uma coisa é sentar confortavelmente na privacidade do seu lar e escrever um livro pensando minuciosamente em tudo que será dito. Outra coisa é ser confrontada por pessoas com perguntas complexas e dar respostas sem hesitação e sem jamais entrar em contradição durante 20 anos, em seminários para milhares de pessoas, muitas das quais estão empenhadas em cavar justamente uma contrdição. Ainda assim, você pode argumentar que ela tem a teoria toda muito bem embasada mentalmente e por isso não hesita nem cai em contradição. Na verdade, pode-se argumentar qualquer coisa. Mas permanece o fato de que a real questão não é a origem da informação e sim a validade dela, na medida em que os resultados podem ser verificados. Acreditar em informação sem questionar a fonte quando não há como se verificar a informação não é muito inteligente. Mas negar a informação que pode ser verificada (e valiosa!) quando a fonte é questionável também me parece um erro. Basta verificar a informação.

Estou dizendo tudo isso para os mais céticos, porque eu passei por este processo e não dar atenção a estas informações por questionar a origem delas é algo que, sabendo o que eu sei hoje, teria sido um erro neste caso. Toda esta explicação é para que as pessoas com o mesmo tipo de resistência que eu tive não se fechem à informação. Com tudo isso, eu não quero que pareça que eu esteja afirmando que Abraham não exista. Ninguém tem esta resposta, o que quer que as pessoas acreditem é nada mais do que uma escolha. Quem já naturalmente aceita esta possibilidade não precisa da minha argumentação acima, mas quem não aceita talvez precise, por isso fiz toda esta explicação.

Nestas entrevistas da Oprah, há alguns momentos engraçados e a própria Esther demonstra bom-humor e consciência com relação a isso tudo. Em um dado momento a Oprah diz algo como “Você tem que entender que falando sobre Abraham e dizendo que eles falam através de você, etc, isso faz com que as pessoas se sintam estranhas. ” Esther diz (estou parafraseando, mas a idéia é esta): “Eu sei. Não as culpo, isso também fez com que eu me sentisse estranha. Mas o que vou fazer, estou tendo esta experiência incrível, não tenho como negar isso, o que eu posso fazer?”. Em outro momento, a Oprah faz uma pergunta e ela diz: “Prefiro que você faça esta pergunta diretamente a Abraham porque eles têm uma clareza que eu não tenho”. Um momento engraçado é quando na segunda entrevista ela “chama” Abraham e supostamente a Oprah vai falar diretamente com a entidade e diz “Isso é muito esquisito…”. Eu acho que a Oprah faz um excelente trabalho em perguntar as coisas que as pessoas ouvindo gostariam de questionar, ela é bem direta confrontando a Esther com relação à “esquisitice” da coisa que, certamente, muitas pessoas percebem como tal e faz perguntas sobre 11 de Setembro, sobre se crianças e bebês atraem as coisas que acontecem com eles, etc. Tudo de forma bem direta. E as respostas são bastante consistentes.

Acho que vale a pena ouvir as 3 entrevistas (todas em inglês, obviamente - e infelizmente não tenho como traduzí-las aqui no blog). Minha preferida é a terceira. Você não precisa acreditar que é Abraham falando na segunda. Algumas perguntas de natureza espiritualista vêm acompanhadas de respostas da mesma natureza, mas se isso não faz parte do seu sistema de crenças, apenas foque nas explicações relativas à lei da atração, se é isso que você quer. Para as pessoas que possuem a crença de que de fato uma entidade fala (ou possa estar falando) através dela, acredito que seja ainda mais interessante. Importante lembrar que esta é uma outra linha de explicação sobre a lei da atração, completamente diferente da científica, mas muito embora existam estes 2 enfoques diferentes para explicá-la, no fundo é tudo a mesma coisa. Na prática, funciona do mesmo jeito independentemente da explicação de “como” ou “por que”. O como e o porquê são crenças individuais que eu não tenho a menor pretensão de questionar por ninguém, portanto meu papel aqui no blog é de indicar os recursos disponíveis e deixar que cada um tire suas próprias conclusões e faça proveito da informação que achar relevante. E acho que até mesmo os adeptos da linha mais científica podem se beneficiar, como eu, do material de Abraham-Hicks, porque é muito interessante e, pelo menos para mim, aumentou consideravelmente minha clareza e compreensão sobre a lei da atração, sobre os processos e produziu resultados excelentes.

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